Na cidade tudo segue em um ritmo do compasso de um frevo. Como seria diferente na cidade do frevo? São as cores, os coloridos, as pessoas, as roupas, as comidas, os modos, os risos, os contos, as histórias, as vozes ouvidas e não, as ruas, o chão, a praça, a torre, os prédios, os buracos, os odores, os cheiros, as barracas, os olhares, os encontros esperados e inusitados, os vestígios, o que tem, o que não tem, o que sobrou e o que virá.
É acelerado, rítmico, humano, desumano. É somente o que se tem e o que se pode oferecer na Veneza que se faz luz do dia e do sol, da noite e da lua e dos postes iluminados que recebem o colorido disfarçando em tantas cores a calma de alguns e cintilando outras tantas euforias por aqui.
Cabem em todos os sentimentos os manifestos dessa cidade é adversa e convergente, nesse âmbito, sem descriminar. Então por que fazer nela uma nata tão sem sumo, onde o mais vago conceito se deixa sobressair? Acalmasse esse espírito, não descriminava cor, nem azul e nem vermelho. Não descriminava cheiro, nem odor. Não descriminava som, nem o frevo, nem o rock. Não descriminava grupos, nem os gregos, nem os troianos.
Não se façam grupo seleto, de poucos, de ninguém. Pois há mais em ser sustento do que ser somente o ‘Cult’, com cultura adquirida num forçado traço europeu e retrocesso repetido do reflexo que acredita ser seleto, mas não há cor, ou pensamento, ou direção, ou opção de ser o que se é enquanto indivíduo e do que se tem por essência. De se libertar para si, de se descobrir por si, de saber qual sua cor, seu gosto, seu espaço, seu jeito não copiado, seu estilo por si só.
Pensar para alma e retirar todo o ‘não seu’ que existe. Vazios se tornam os que poderiam pensar, mas se comanda por qualquer coisa ‘Cult’ que produzam e exponham por aqui na nossa terra de cores tão nossas, é triste.
Nenhum comentário:
Postar um comentário